PELOTÃO DE APOIO DIRECTO 1246
Domingo, 25 de Março de 2007
AS OBRAS

AS INSTALAÇÕES EXISTENTES - O PAD tinha um pequeno quartel próprio, com 3 blocos principais dispostos em U (Um-Oficina auto, Dois-Caserna e Três-Comando, Secretaria e Armazém de peças), encostado ao grande quartel de Infantaria (RIA), onde era feita a instrução das tropas locais. A entrada do PAD era um simples portão de tubos em ferro, um pequeno refugio para o soldado de guarda,  e a vedação feita com rede de arame. O piso, terra batida, completamente irregular, e um lamaçal quando chovia.

   

O INICIO E O PORQUÊ DAS OBRAS - A historia interessante das "obras no PAD", começam um pouco antes ... pois no início era no grande quartel de infantaria que também íamos comer, em formatura, três vezes por dia. E a comida deixava muito a desejar, principalmente uma célebre feijoada em que o "senhor" porco aparecia na travessa sempre com os pelos e bigodes ! E isto estava mesmo a chatear a malta...

Apesar de algumas queixas informais, ninguém parecia poder modificar as coisas.

Um belo dia ao almoço, de novo com a célebre feijoada, o furriel Silva depois de conversar com os abelhas formados à frente do refeitório, para entrarem, manda "sentido" pede licença ao oficial de dia do quartel grande, e ordena "meia volta volver, vamos embora sem comer", perante o espanto do tenente-coronel de serviço e de algumas centenas de tropa local tambem formada a aguardar entrada no refeitório! "Ganda" bronca !

Porque a atitude foi entendida como "levantamento de rancho em tempo de guerra", o furriel Silva teve de ficar sossegado no quartel para não ser preso, e depois de muita pressão e ida a Nova Lisboa de um oficial do Serviço de Material de Luanda, as coisas lá se acalmaram.

Mas o quartel grande já não queria alimentar os abelhas, e assim começaram as obras do PAD1246.

Tivemos de passar a fazer a nossa comida "rápidamente e em força" - escolheu-se um cozinheiro e um ajudante, improvisámos uma cozinha e um refeitório, comprámos loiças e talheres a crédito, pagos depois com o apoio do MNF-Movimento Nacional Feminino e algumas boas-vontades, e passámos a ir buscar os géneros à Manutenção Militar, fazendo uma gestão "esquisita" dos pedidos: nos dias de bife e ovos requisitávamos 100 refeições e nos dias de feijoada requisitávamos 0 (zero) - com a ajuda do comandante daquela unidade, nosso amigo...

.

 

 

AS OBRAS QUE FIZEMOS - Rápidamente conseguimos fazer um barracão para cozinha e refeitório; a areia íamos buscar ao rio, os tijolos eram oferta do refugo duma fábrica, o cimento aparecia (misteriosamente, durante a noite, desapareceram alguns sacos no quartel grande ... - coincidências!), a madeira cortava-se na mata - e o barracão ficou pronto, com bancos e mesas. Na pesquisa feita em roças abandonadas descobriram-se coisas uteis, incluindo um enorme fogão a lenha, com forno e tudo, que a paciência dos nossos serralheiros tornou operacional. E a festa de inauguração foi de arromba, com toalhas de plástico e as senhoras do MNF convidadas a provarem um banquete, que a Manutenção Militar nos deu pela "porta do cavalo".

 

 

O barracão foi sempre melhorando, e acabou por ter cozinha, despensa, refeitório, barbearia, biblioteca, escola, chão cimentado e até janelas com vidros ... - enfim, um autêntico luxo !

E com a pedalada conseguida, nunca mais parámos as obras: desde a modificação da caserna e do armazém de peças, criando espaços separados e uma cantina, até um novo portão de entrada, com duas elegantes colunas, encimadas pelo símbolo do Serviço de Material, a base para a bandeira, a estátua, a parada com vasos de plantas, enfim, a área da construção civil passou a ocupar muitos tempos livres e a ser o destino do voluntariado e boas vontades, pois nunca interferiu com a nossa verdadeira missão, cujos numeros foram sempre crescendo e motivaram sempre elegios das chefias militares.

Sentimos, todos, que deixámos uma marca vincada da nossa passagem.

Aqui ficam algumas das obras que fizémos.

 

 



publicado por AATS / AATIB às 20:06
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O PAD1246

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