PELOTÃO DE APOIO DIRECTO 1246
Sábado, 20 de Julho de 2013
ALMOÇO CONVIVIO EM ......

Infelizmente, nos ultimos anos não realizamos o habitual almoço convívio.

Sintoma da crise, resultado de estarmos mais velhotes, falta de vozes interessadas, de tudo um pouco.

Mas será que vamos acabar o convivio ?

O espirito dos Abelhas tem de ressurgir e continuar, por muito que estejamos longe uns dos outros, cansados, velhos, adoentados ou desanimados com a crise. O espirito dos Abelhas será mais forte e os que ficam devem recordar os que já partiram.

Temos de estar juntos de novo. Muita coisa há ainda para partilhar.

Aponta na tua agenda, começa a fazer um mealheiro, ganha vontade.

Não deixes que a amizade arrefeça.

O PAD1246 continua bem vivo na nossa memória, e temos de passar esse sentimento aos nossos filhos e netos.

Vamos fazer regressar o almoço anual de convivio.

Fica o desafio a todos nós e aos habituais organizadores: o Américo e o Tito.

 

 



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Terça-feira, 17 de Junho de 2008
COLABORAÇÃO

Foram incluidos mais posts dos almoços feitos na area de Lisboa.

Vejam no INDICE em cima à esquerda

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Temos recebido contactos de amigos que tropeçam no blog e nos enviam cumprimentos.

Vejam os textos em Miscelâneas.

Por exemplo:

-Albino Ladino, irmão do nosso comandante, e que vive no Brasil;

-Jose Alves, filho do comandante do PAD1250 (Dembos);

-Antonio Bela Morais, Coronel de Cavalaria, coleccionador de crachás;

-Engº Sergio Pequeno, responsável pelas obras de recuperação das termas das Aguas Quentes do Alto Hama;

-Antonio Fernando Pinto, PAD9789, o ultimo a estar no local, em 1975;

-Rui Seleiro, PAD3069, esteve no local em 1972/4

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Este blog está em melhoria permanente.

Isto só será possível com a colaboração de todos os Abelhas, enviando as suas correcções, textos, fotos e curiosidades, para incluirmos no nosso blog, que queremos seja a recordação viva dos dois anos que passámos juntos, em condições emocionais dificeis, mas que por isso mesmo deixaram uma marca bem vincada em todos nós, de solidariedade e companheirismo.

Enviem a vossa colaboração para o ex-Furriel Silva, por mail para   antoniohenrique@netcabo.pt   ou pelo telefone    21 253 12 20.

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ULTIMA ACTUALIZAÇÃO FEITA EM:  16/11/2015



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Sexta-feira, 30 de Março de 2007
O PAD1246

O PAD1246-Pelotão de Apoio Directo, foi uma unidade pertencente ao Serviço de Material do Exército, constituida em Outubro de 1967, no Batalhão do Serviço de Material, no Entroncamento, para prestar serviço em Angola, para onde embarcou no navio Niassa, em Novembro, tendo ficado instalada em Nova Lisboa (actual Huambo).

MISSÃO - Prestar apoio às várias unidades militares instaladas nas zonas centro e sul de Angola, na manutenção de material auto (mecânica, bate-chapa, pintura, serralharia, estofador, etc), manutenção de armamento e fornecimento de munições e explosivos.

COMPOSIÇÃO - Um tenente, um 1º sargento, dois 2ºs sargentos, seis furrieis milicianos, dezoito 1ºs cabos e dezasseis soldados.

SIMBOLOS - Foi adoptado como nome de guerra "OS ABELHAS", significativo do espírito de equipa e trabalho laborioso e duro que esperávamos desenvolver; a frase-emblema foi "FAZEI MAIS O QUE SOUBERDES", retirada de "Os Lusíadas", de Luis de Camões, como forma estratégica de se alcançar a perfeição e a excelência na missão que nos esperava, e a santa protectora foi NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Padroeira do Reino de Portugal,  (Igreja de Vila Viçosa).

 

EMBLEMA - O emblema é composto por um poliedro de dois quadrados sobrepostos, dividido em 4 partes, nas cores de fundo azul e vermelho. Em cada uma das quatro,  o mapa de Angola, a santa padroeira, o nome do PAD1246 e o nome de guerra "Os Abelhas", tudo ligado ao centro pelo emblema do Serviço de Material do Exercito, um facho ardente com parte de uma roda dentada na base.Na base do poliedro a frase "Fazei mais o que souberdes" em faixa ondulante.

 

Pouco tempo depois de chegarmos a Angola, recebemos meia centena de emblemas bordados pacientemente à mão, um a um, oferta da esposa do nosso Tenente, e que todos passámos a ostentar no braço, como símbolo duma família unida.

REGRESSO - O PAD1246 regressou dois anos depois, tendo embarcado em Luanda, de novo no Niassa,  em Dezembro de 1969, felizmente sem baixas, e chegado a Lisboa logo após o Natal.



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Quinta-feira, 29 de Março de 2007
OS NOMES

Tenente          Custódio de Jesus LADINO  (reformado como Ten.Coronel)

1º Sargento    NICOLAU Luis de Melo

2º Sargento    Anibal da Conceição Romeiro MARQUES

2º Sargento    Antonio Manuel RATO

Furriel Milicº   Alvaro Manuel Moreira de MELO

Furriel Milicº   Alcino Moreira SABINO

Furriel Milicº   CLEMENTE Carvalho de Freitas Valentim

Furriel Milicº   Antonio Henriques da SILVA

Furriel Milicº   Armando dos Santos CERQUEIRA

Furriel Milicº   Jose Maria Pereira da COSTA 

1º Cabo          Belmiro Alves de MATOS

1º Cabo          David Cardoso Coelho de FIGUEIREDO

1º Cabo          Augusto Jose do REGO

1º Cabo          AMERICO Luis

1º Cabo          Anibal CARVALHEIRA dos Santos

1º Cabo          João Antunes dos Santos (o Electrico)

1º Cabo          ALCINO Aguiar da Silva

1º Cabo          Modesto de São José Carvalho ( o Tarujo)

1º Cabo          Jose Cesario da Silva DIAS

1º Cabo          ALCINO Antonio Rodrigues Batista

1º Cabo          Alfredo Ferreira Dias (o Beiço Rachado)

1º Cabo          Jose João dos REIS (o Estofador)

1º Cabo          ORLANDO Joaquim Ferreira da Silva (o Enfermeiro)

1º Cabo          SILVIO de Almeida Ferreira Costa

1º Cabo          Jose Correia da SILVA (o Benfica)

1º Cabo          Orlando Manuel Marques CASTELHANO

1º Cabo          Francisco Jose HORTA

1º Cabo          Antonio da Silva Aguiar

Soldado         Fernando Jorge Nunes Lopes (o Vinte e Oito)

Soldado         Manuel Joaquim Alves Ribeiro

Soldado         Arlindo Ribeiro de Lima

Soldado         Francisco Duarte da SILVA (o Gago)

Soldado         Henrique Martins dos Santos

Soldado         Francisco Teixeira BARBOSA

Soldado         RUI Manuel da Silva Martins de Oliveira

Soldado         Joao Candeia PIÇARRA

Soldado         Horácio Francisco Rodrigues

Soldado         Antonio de Magalhães CAMPOS

Soldado         Luis Augusto PAULINO

Soldado         Jose Teixeira Alves Soares

Soldado         Jose Francisco Pinto (o Sacavem)

Soldado         Antonio Joaquim da Costa

Soldado         TITO da Silva Lucas

Soldado         Joaquim Lopes de Oliveira

Mais tarde juntaram-se mais alguns elementos que passaram tambem a fazer parte da Família inicial:

Furriel Milicº      ??? Cunha

Furriel                 Albino Alberto Santos da Silva  (que nos contactou em Março 2009 !)

Soldado             ???   (o Caló)

Soldado             Miguel José Frutuoso SILVA 

Foram ainda incluidos alguns soldados de recrutamento local, como ajudantes, e alguns jovens civis, a quem foi feita formação nos trabalhos que o PAD1246 desenvolvia: mecânica auto, pintura, bate-chapa, carpintaria, estofador.

Alguns, entretanto, já partiram. Mas continuarão sempre na nossa memória.



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Quarta-feira, 28 de Março de 2007
A VIAGEM

O Embarque fez-se em Lisboa, no navio Niassa, um antigo barco de passageiros transformado para transporte de tropas, com 3 andares de beliches instaladas no porão, quente e húmido, quase sem luz, e casas de banho e duches improvisadas no convés, com ligação directa para o mar... Todo o espaço era aproveitado, para transportar o máximo possivel de tropas.

 A Viagem demorou 10 dias, com o Niassa ligeiramente inclinado para a esquerda (!), devido a um estabilizador há muito tempo avariado. Ao largo da Guiné fez-se uma paragem de várias horas, para avaliar  se aportávamos ou não, pois uma boa parte das tropas sofreu uma intoxicação alimentar; com o apoio de todos, instalação em camas nas cabines dos mais afectados, muita àgua e alguma sorte, lá continuámos viagem. 

A Chegada a Luanda trouxe a todos o alívio de pisar terra firma, embora com muitos de nós ainda mal refeitos do problema. Intacta, porém, a camaradagem iniciada no Entroncamento, onde tivemos 4 semanas de preparação, reforçada com a solidariedade que o problema médico obrigou a estabelecer entre todos.



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Terça-feira, 27 de Março de 2007
ANGOLA - NOVA LISBOA

A cidade de Nova Lisboa, actualmente designada cidade do Huambo, fica no centro de Angola, a cerca de 600Km de Luanda, a capital, num planalto com cerca de 2000 metros de altitude, o que lhe confere um clima bastante mais moderado, com temperaturas amenas, sem o habitual calor africano.

Nos anos sessenta, Nova Lisboa era a segunda maior cidade de Angola, com um grau de prosperidade assinalável, cidade tipicamente tropical, com vivendas modernas, alguns edifícios já de grande volume, avenidas largas e bem cuidadas, jardins e esculturas, um excelente hospital, um grande liceu com mais de um milhar de alunos, um bom cinema, muito comércio e algumas pequenas industrias, essencialmente na area da metalurgia, industrias alimentares de carnes, e exploração de pedreiras.

 

A agricultura era rica, dado o clima excelente e a qualidade dos solos,  e a pecuária muito desenvolvida, com uma localização previlegiada como placa comercial, era o centro nevrálgico e administrativo do caminho de ferro de Benguela, que fazia o escoamento do minério de ferro e pirites do leste para o porto de mar de Benguela.

  

Culturalmente, Nova Lisboa tinha uma vida intensa, com cinema, vários clubes e agremiações, um Liceu e um Instituto Superior de Investigação Veterinária. Muitos dos escritores e poetas angolanos são de facto oriundos desta cidade. 

 

(fotos  de 1970 do site da Associação Antigos Alunos do Liceu de Nova Lisboa)

   

(fotos de 1967 do site Angola Em Fotos Antigas)

 



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Segunda-feira, 26 de Março de 2007
A MISSÃO

COMANDO - Começou por um pequeno espaço apertado e partilhado com outros serviços, e passou a uma area funcional, de onde saía toda a orientação dos trabalhos e a estratégia a seguir, e onde se encontrava sempre uma palavra amiga e de estimulo. Foi de facto um centro de responsabilidade pelos excelentes índices de rendimento e qualidade que o PAD1246 atingiu, e que mereceram vários louvores elogiosos das chefias militares, mas sobretudo foi para todos nós um companheiro e amigo nas horas difíceis, pelo dinamizar do espírito de sã  camaradagem e sólida amizade que se cimentou entre todos, consolidados no prática diária da entreajuda e apoio mútuo, e de que ainda hoje sentimos saudade.

 

 

 

OFICINA AUTO - Era a principal missão do PAD1246, a manutenção de viaturas das unidades apoiadas, na Zona Sul de Angola, englobando todas as valências: mecânica, bate-chapa, soldadura, torneiro, serralharia,  pintura, estofador, carpintaria. Após uma triagem inicial, pois algumas viaturas eram reenviadas para Luanda para a sucata ou para intervenções de maior complexidade, entrava em acção o espírito do PAD1246, tentando fazer sempre o máximo - que ia até à substituição total de motores e caixas de velocidades, ou criação de uma peça nova se não havia em stock, isto a par do habitual desenrascanço - e muitas vezes um pedaço de arame fazia maravilhas !....Foi uma excelente escola e um laboratório de sólida experiência.

 

 

OFICINA DE ARMAMENTO - Actividade muito menos intensa, pois também as condições oficinais eram muito mais modestas, e as armas eram de boa qualidade e raramente avariavam...

 

DEPOSITO DE MUNIÇÕES E EXPLOSIVOS - Fornecia de munições de todo o tipo as unidades militares da zona sul de Angola, fazendo ainda a triagem e inutilização de munições avariadas e obsoletas. Possuia para isso 3 paiois a cerca de 1 km do aquartelamento, com mais de 30 toneladas de explosivos e munições. Tinha ainda como missão guardar e fornecer explosivos a civis para exploração de pedreiras.

VISITAS DE INSPECÇÃO TECNICA -  Era missão do PAD1246 fazer visitas regulares de inspecção às viaturas, armamento e munições das unidades militares apoiadas, sempre com caracter preventivo e didáctico. E muitos foram os quilómetros percorridos nessa missão e vários os precalços e aventuras ...

 



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Domingo, 25 de Março de 2007
AS OBRAS

AS INSTALAÇÕES EXISTENTES - O PAD tinha um pequeno quartel próprio, com 3 blocos principais dispostos em U (Um-Oficina auto, Dois-Caserna e Três-Comando, Secretaria e Armazém de peças), encostado ao grande quartel de Infantaria (RIA), onde era feita a instrução das tropas locais. A entrada do PAD era um simples portão de tubos em ferro, um pequeno refugio para o soldado de guarda,  e a vedação feita com rede de arame. O piso, terra batida, completamente irregular, e um lamaçal quando chovia.

   

O INICIO E O PORQUÊ DAS OBRAS - A historia interessante das "obras no PAD", começam um pouco antes ... pois no início era no grande quartel de infantaria que também íamos comer, em formatura, três vezes por dia. E a comida deixava muito a desejar, principalmente uma célebre feijoada em que o "senhor" porco aparecia na travessa sempre com os pelos e bigodes ! E isto estava mesmo a chatear a malta...

Apesar de algumas queixas informais, ninguém parecia poder modificar as coisas.

Um belo dia ao almoço, de novo com a célebre feijoada, o furriel Silva depois de conversar com os abelhas formados à frente do refeitório, para entrarem, manda "sentido" pede licença ao oficial de dia do quartel grande, e ordena "meia volta volver, vamos embora sem comer", perante o espanto do tenente-coronel de serviço e de algumas centenas de tropa local tambem formada a aguardar entrada no refeitório! "Ganda" bronca !

Porque a atitude foi entendida como "levantamento de rancho em tempo de guerra", o furriel Silva teve de ficar sossegado no quartel para não ser preso, e depois de muita pressão e ida a Nova Lisboa de um oficial do Serviço de Material de Luanda, as coisas lá se acalmaram.

Mas o quartel grande já não queria alimentar os abelhas, e assim começaram as obras do PAD1246.

Tivemos de passar a fazer a nossa comida "rápidamente e em força" - escolheu-se um cozinheiro e um ajudante, improvisámos uma cozinha e um refeitório, comprámos loiças e talheres a crédito, pagos depois com o apoio do MNF-Movimento Nacional Feminino e algumas boas-vontades, e passámos a ir buscar os géneros à Manutenção Militar, fazendo uma gestão "esquisita" dos pedidos: nos dias de bife e ovos requisitávamos 100 refeições e nos dias de feijoada requisitávamos 0 (zero) - com a ajuda do comandante daquela unidade, nosso amigo...

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AS OBRAS QUE FIZEMOS - Rápidamente conseguimos fazer um barracão para cozinha e refeitório; a areia íamos buscar ao rio, os tijolos eram oferta do refugo duma fábrica, o cimento aparecia (misteriosamente, durante a noite, desapareceram alguns sacos no quartel grande ... - coincidências!), a madeira cortava-se na mata - e o barracão ficou pronto, com bancos e mesas. Na pesquisa feita em roças abandonadas descobriram-se coisas uteis, incluindo um enorme fogão a lenha, com forno e tudo, que a paciência dos nossos serralheiros tornou operacional. E a festa de inauguração foi de arromba, com toalhas de plástico e as senhoras do MNF convidadas a provarem um banquete, que a Manutenção Militar nos deu pela "porta do cavalo".

 

 

O barracão foi sempre melhorando, e acabou por ter cozinha, despensa, refeitório, barbearia, biblioteca, escola, chão cimentado e até janelas com vidros ... - enfim, um autêntico luxo !

E com a pedalada conseguida, nunca mais parámos as obras: desde a modificação da caserna e do armazém de peças, criando espaços separados e uma cantina, até um novo portão de entrada, com duas elegantes colunas, encimadas pelo símbolo do Serviço de Material, a base para a bandeira, a estátua, a parada com vasos de plantas, enfim, a área da construção civil passou a ocupar muitos tempos livres e a ser o destino do voluntariado e boas vontades, pois nunca interferiu com a nossa verdadeira missão, cujos numeros foram sempre crescendo e motivaram sempre elegios das chefias militares.

Sentimos, todos, que deixámos uma marca vincada da nossa passagem.

Aqui ficam algumas das obras que fizémos.

 

 



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Sábado, 24 de Março de 2007
A ESCOLA

Uma das vertentes importantes da nossa missão foi o ensino. Um grupo de jovens, cerca de 10 com várias mudanças, teve oportunidade de conviver e alimentar-se connosco, aproveitando o tempo para a sua formação, em duas àreas: escolar, basicamente parta aprenderem a ler e escrever, e profissional, tornando-se aprendizes e ajudantes na oficina, como mecânicos, serralheiros, electricistas auto.

A vertente escolar não atingiu a eficiência desejada, por razões várias, mas na componente oficinal alguns dos jovens conseguiram os conhecimentos básicos para prosseguirem naquelas profissões, o que muito nos orgulhou.



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Sexta-feira, 23 de Março de 2007
O JORNAL

OS MEIOS - Os meios que tinhamos eram antiquados, mesmo na época: o stencil. Era feita uma matriz em papel de cera, com o texto à màquina de escrever sem fita e os desenhos feitos à mão com um estilete de aço, que marcava a cera; esta matriz era passada numa pequena rotativa de manivela, que fazia passar a tinta pelos regos escavados na cera e a "carimbava" no papel, a ritmo lento.

 

O IMPACTO - Da "carolice" e escassez de meios, nasceu no entanto uma forma que ajudou muito na consolidação do espírito de equipa, no cimentar da amizade e companheirismo, pois os abelhas sentiam "o jornal do PAD" como uma afirmação da sua identidade.

A par do humor e entretenimento, muitas polémicas foram lançadas pelo jornal, sempre atento à critica e à pedagogia, e algumas discussões gerou - mas com isso mesmo se conseguiu uma convivêcia mais sã, a aceitação das diferenças e a clarificação das fronteiras, reforçando o sentido de grupo e pertença.

E sabemos que a iniciativa também "agitou" as águas fora do nosso quartel, pois muitos eram os pedidos de cópias, que esgotavam rapidamente.

 

Deixamos aqui algumas páginas do nº1, para recordar o aspecto ... pois os meios rudimentares e os 30 anos passados tornam dificil obter, agora, uma boa imagem - mas talvez haja paciência para mais tarde recuperar estes exemplares.

 

     ***** DUPLO-CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR O TAMANHO ****  

 

  



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Quinta-feira, 22 de Março de 2007
A ESTATUA

Para comemorar a passagem dos Abelhas por Nova Lisboa, dois abelhas (Furriel Silva e o 1º Cabo Silva/Benfica)  resolveram que ficaria bem à entrada do quartel  uma estátua - mas não um qualquer símbolo militar, pelo que rejeitaram a ideia habitual do canhão ou do carro de combate.

Se a nossa actividade era o trabalho de apoio, então a estátua deveria glorificar isso mesmo: o espírito do trabalhador, numa expressão plástica que realçasse o seu sentido de importância, nobreza e liberdade,  associando-o a uma pose orgulhosa e digna.

Realizada em ferro pintado a negro, foi implantada no centro de uma peanha com àgua - como emergindo de um elemento natural e puro.

Foi mais um ponto de orgulho, com inauguração solene pelo Brigadeiro Nobre dos Santos, Comandante do Serviço de Material em Angola. 

Soubemos depois que alguns dos símbolos usados mereceram alguma suspeita (o martelo de ferreiro nunca foi de facto bem visto...), o que trouxe inclusivé alguma pressão sobre o nosso comandante Ladino. A ele agradecemos o apoio que sempre nos deu e a figura paternal que tão bem soube representar.

Infelizmente, como tantas vezes acontece com a cultura, soubemos que a obra acabou por ser destruida pela incompreensão dos nossos sucessores.

Nota:

Recebemos agora a informação que, em 1973, com o PAD3069 (Rui Seleiro)  a estátua ainda estava de pé. Com o PAD9789 (Antonio Fernando Pinto), que foi o ultimo PAD que esteve no local, em 1974, antes da independência, a estátua já não existia. Afinal, ainda durou uns anos ....



publicado por AATS / AATIB às 17:20
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007
DATAS E CASOS ESPECIAIS

1968 - FESTA DO 1º ANO DE COMISSÃO

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1968 - FESTA DO 1º NATAL

 

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1969 - FESTA DO 2º ANO DE COMISSÃO

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OS BICHOS NOSSOS AMIGOS:   os cães (Lassie e Básico),  o camaleão (Horácio),  um chimpanzé apenas de visita, as galinhas e os coelhos, e tantos outros...

 

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1968-VISITA À FABRICA DE CERVEJAS DA CUCA, À CHEGADA A LUANDA

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1969 - PASSAGEM PELAS MINAS DE FERRITE DO CASSINGA



publicado por AATS / AATIB às 01:55
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Terça-feira, 20 de Março de 2007
O REGRESSO

A festa do 2º ano foi um frenesim, com o final da comissão de serviço e o regresso a casa já no horizonte. Pouco depois chegaram os "maçaricos" que nos foram render, e foram os dias de passagem do material e equipamentos, do ensinar das burocracias a cumprir, e do partilhar as razões do nosso bom ambiente.

E ala para Luanda, que se faz tarde !

O embarque em Luanda já no final de Dezembro, fez com que o Natal fosse passado a bordo, em viagem, com a chegada a Lisboa em 28 de Dezembro de 1969, felizmente sem baixas. Ficou em Luanda apena o soldado  Francisco Duarte SILVA a ser ouvido sobre um incidente quando estava de guarda ao quartel, e que regressou a Portugal uns meses depois.



publicado por AATS / AATIB às 23:20
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MISCELÂNEA

DOIS MALUCOS (Furriel Silve e o Benfica) QUE AOS DOMINGOS CORRIAM UMA MARATONA DE 36km, ATÉ À VILA DA CAALA, SÓ PARA MANTER A FORMA....

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O ALCINO À PORTA DE ARMAS E O SEU FIEL "CAVALO DE PAU"

 

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AS NASCENTES DE AGUA QUENTE DO ALTO HAMA

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AS CAÇADAS - NORMALMENTE LOMBO DE VEADO AO ALMOÇO ... OU MAIS UMA PEÇA PARA O SABINO EMBALSAMAR ...

 

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UMA BANHOCA NAS AGUAS DO RIO ... E OS CROCODILOS ? ARRISCÁMOS, POIS AS OBRAS PRECISAVAM DE AREIA, MUITAS PAZADAS DE AREIA !

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O TARUJO E O ALCINO, E OS TUBOS DE AGUA PARA A COZINHA.

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SEMPRE DISPOSTOS A UM JOGO DE FUTEBOL... MESMO QUE NÃO HOUVESSE ONZE

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OU A UMA PROVA DE MOTOCROSS.

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UM PASSEIO ATE AO LOBITO NUM CARRO A GASTAR 30 LITROS AOS 100km...

 

EMAIL RECEBIDO:

De: Albino.ladino [mailto:albino.ladino@predialnet.com.br]
Enviada: segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007 0:26
Para: antoniohenrique@netcabo.pt
Assunto: PAD 1246
Amigo Antonio, gostei muito do vosso Blog,onde pude analisar um pouco da história da missão em Angola,principalmente porque o vosso comandante na época Tenente Custodio Ladino (hoje reformado Tenente Coronel) é meu irmão de sangue .Pesquisando na internet acabei lacalizando o Blog.Tambem tenho uma historia parecida porque eu sou Ex. Furriel Meliciano de Eng. e cumpri missão na vossa época em Moçambique de Agosto/68 a Setembro/70 , lotado no Batalhão eng. em Nampula e construi um PAD em Marrupa e outro em Palma.Estou tentando localizar pessoal da minha época mas ainda não consegui, resido no Brasil, e minha comissão foi uma rendição individual de um Sarg. do quadro, por isso se torna mais dificil eu localizar os amigos.    Cumprimentos.

 

 

EMAIL RECEBIDO:
From: superverde
To: antoniohenrique@netcabo.pt
Sent: Wednesday, May 14, 2008 12:06 AM
Subject: Blog PAD1246
Boa noite Sr. Ex. - Furriel Silva
Quero-lhe dar os parabéns pela óptima iniciativa que teve de reconstruir a história do PAD1246.
Sou filho do comandante do PAD 1250 colocado em Quibaxe nos Dembos, gémeo do 1246 porque viajaram no mesmo barco para lá e para cá.
Tive oportunidade de, com 15/16 anos, passar as férias grandes escolares de dois anos, (na altura eram 3 meses) a viver no aquartelamento do PAD, pelo que ainda hoje recordo muito bem as coisas passadas, e é fantástico como as histórias são tão parecidas, desde a construção da cozinha ao campo de futebol, o trabalho intenso, etc. È de facto muito, muito semelhante a vivência das unidades. Deve ser por serem de Serviço de Material!!!!!!!
Como é de calcular para mim foi uma experiência única e que nunca vou esquecer durante a minha vida. Foi num Willys CJ2 que aprendi a conduzir e ainda hoje tenho a pancada dos carros militares de que sou coleccionador.
Resta-me dizer que desde há doze anos que anualmente fazemos um encontro, - sim porque eu já sou um deles – em vários locais do país, geralmente muito concorrido onde já vão bisnetos dos militares que lá estiveram.
Felicidades e mais uma vez parabéns
José Alves
 
COMENTARIO RECEBIDO:
António Fernando Pinto disse a Mon, 01 Jun 2009 21:09:51 GMT:

Olá, Quando li este texto sobre a vossa estátua, fiquei sem saber qual a estátua, no final verifiquei que alguém a tinha destruído. Infelizmente há pessoas que lhes custam construir alguma coisa, mas destruír não lhes custa nada. Eu infelizmente também não tive o prazer de apreciar essa obra porque quando eu lá cheguei já nao existia. Mas tudo bem, fiquei feliz por ver aqui essa escultura, parabens aos seus autores.

 

COMENTARIO RECEBIDO:

Rui Seleiro, email de 08/01/2010: 

.... venho por este meio intervir numa duvida que paira no ar, sobre o monumento ao vosso PAD, pois eu com estas fotografias tiradas em 1973, no PAD.3069 que eu incorporei como 1ºcabo, chegamos em DEZ.1971 e acabamos a comissão em 1974, espero que com esta foto sossegue algumas pessoas que já estavam tristes por pensarem que o vosso monumento não tinha resistido até ao 25 abril, a partir desta data é que já é duvidoso  ... um bem aja para todos, do vosso camara de armas ex, 1ºcabo Rui Seleiro

 



publicado por AATS / AATIB às 20:20
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O HINO E A CANÇÃO

A partir do nosso convívio de 2006, o Henrique Martins dos Santos criou um "hino" e uma "canção de amigo", com letra e musica suas, que tem sido sempre um excelente complemento dos convívios e uma oportunidade para todos os abelhas mostrarem que tambem formam um bom coro - talvez que só um pouquinho desafinados ....

Eis a letra:

 

        O HINO:       VIVA O NOSSO PAD

 

Hoje é o nosso grande dia

Por isso vamos cantar

Sentimos muita alegria

Mais um ano festejar

Neste convívio se vê

Como somos tão fiéis

Viva o nosso PAD

Mil duzentos quarenta e seis

 

Ai vamos cantar

Juntar nossa voz

Como é bom estar

Assim todos nós

Com muita alegria

E satisfação

Haja sempre harmonia

Na nossa união

Vamos ter o prazer

Que nós desejamos

Temos de fazer

Pelo menos cem anos

 

Pra nós é gratificante

Recordarmos o passado

Ter assim um comandante

Que está sempre ao nosso lado

A malta foi sempre unida

Nada podia falhar

Nossa missão foi cumprida

E a amizade vai continuar

 

Ai vamos cantar

      (....repete...)

 

 

     CANÇÃO DE AMIGO     AMIGOS PARA SEMPRE

 

Diz-me amigo

Ai diz-me lá amigo

Se é verdade ou não é

Aquilo que eu digo

 

Não me mintas

E diz toda a verdade

Como é lindo este convívio

Quando há tanta amizade

 

Tantos amigos tenho feito

São amigos a valer

Por todos tenho respeito

Sou assim até morrer

 

Viva o nosso PAD

Não me esquecerei jamais

Do soldado ao comandante

Seremos todos iguais

 

Vamos todos

Ai vamos todos cantar

Esta linda cançãoi

E à malta dedicar

 

Mais um ano

Estamos a comemorar

Para mim este convívio

Nunca mais deve acabar

 

Tantos amigos tenho feito

      (...repetir...)

 

A PARA OUVIRES A VERSÃO MUSICAL, PÕE O SOM ALTO E CLICA AQUI.

 

 



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Segunda-feira, 19 de Março de 2007
2001 / ALMOÇO CONVIVIO

O 1º almoço convívio, feito 30 anos depois do regresso, em 31 de Março de 2001, foi emocionante para todos, num extravasar de recordações, amizades adormecidas e uma grande cumplicidade até então sempre latente.

Decorreu em S.João da Madeira, no Restaurante Monte Peão.

   



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Domingo, 18 de Março de 2007
2002 / ALMOÇO CONVÍVIO

O almoço de convivio decorreu em 8 de Junho de 2002,  em Paços de Ferreira.



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Sábado, 17 de Março de 2007
2004 / ALMOÇO CONVIVIO

O almoço de convívio decorreu em 29/05/2004, no Restaurante Bigodes, na Benedita (Alcobaça).

        



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Sexta-feira, 16 de Março de 2007
2006 / ALMOÇO CONVÍVIO

O almoço de convívio decorreu em 27 de Maio de 2006, no Restaurante São Lourenço, em Abrantes.

       



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Quinta-feira, 15 de Março de 2007
2007 / ALMOÇO CONVIVIO

Desta vez foi em Paços de Ferreira, no Restaurante "A Nossa Pensão", após uma visita ao Museu do Movel.

              



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Quarta-feira, 14 de Março de 2007
2008 / ALMOÇO CONVIVIO

Em 2008 o convívio decorreu em 7 de Junho,  no Restaurante Casal Frade, na Benedita, em Alcobaça.



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Terça-feira, 13 de Março de 2007
2009 / ALMOÇO CONVIVIO

O convívio de 2009 decorreu no mesmo local do ano anterior, o Restaurante Casal Frade, na Benedita-Alcobaça. 

Infelizmente, foram muitos os Abelhas que não compareceram, sinal decerto dos tempos de crise que atravessamos, e que a todos atinge, limitando muito a nossa vontade de partilhar estes momentos de amizade.

No proximo ano tudo será melhor: o convívio será no Norte, mais perto portanto da residência da maioria dos Abelhas e, esperemos, a crise terá já abrandado.

Aqui ficam algumas fotos e um filme do acontecimento.

Pelo correio vai seguir uma lembrança - logo que o Américo dê as moradas ......

 

 

 

 

 

 

 

 

E agora, se quisem ouvir uma daquelas cantigas que cantávamos lá em Nova Lisboa, cliquem na tecla -> no canto inferior esquerdo,  e digam lá se as vozes não continuam afinadas....

 

 

 

 

 

E como não podia deixar de ser, no convívio houve lugar ao hino, embora com um coro um pouco indisciplinado ..... faltaram algumas "carecadas" !

(vê no indice onde diz Hino - tens lá a letra)

 

 

 



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Segunda-feira, 12 de Março de 2007
2015 Abril/ ALMOÇO

O ultimo almoço convivio dos abelhas foi em 2009. De então para cá, a crise economica do país, o avolumar das idades, o aparecimento de algumas maleitas e o "partir" de alguns, têm tornado cada vez mais dificil de reunir os abelhas que ainda esvoaçam por aí.

Quisemos dar um pequeno empurrão na crise e suscitar vontades. Por isso, os abelhas sobreviventes da area de Lisboa fizeram um almoço simbólico, com poucos é certo, mas para tentar atrair mais alguns. Pena que alguns casos não vieram por doença, outros não conseguimos contactar e de alguns perdemos completamente o rasto.

Da direita para a esquerda reconhecem-se, para alem das nossas "bengalas", o Pastilhas, o Horta, o Pissarra, o Sacavem, o Benfica e o Silva.

Mas deixamos o desafio aos abelhas do norte - que são a grande maioria - para congregarem vontades e avançarem tambem num almoço de arranque. Para o qual podem e devem convidar os "mouros" do sul, que farão o possivel por tambem aparecerem.

Vamos retomar o nosso convivio ?

Ora vamos lá deixar a velhice de lado, juventude !!!...

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Domingo, 11 de Março de 2007
2015 Novembro/ ALMOÇO

De novo alguns Abelhas da area de Lisboa se encontraram num almoço, que decorreu com muita animação e com muita saudade dos que infelizmente já partiram. Pena que nem todos puderam comparecer, alguns por razões de saude. Vamos tentar que no proximo almoço estejam tambem alguns Abelhgas que andam a voar mais longe, lá pelo norte do país.

Aqui ficam para recordar algumas fotos do Horta, do Sacavem, do Piçarra, do Pastilhas e do Silva, devidamente acompanhados.

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